The B Collector Awards 2025
- The B Collector
- há 5 dias
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Olha, se eu dissesse que 2025 foi um ano tranquilo para o colecionismo, eu estaria mentindo feio. O ciclo fechou, o The B Collector Awards finalmente saiu, e sentar ali com o Arthur e o João para analisar tudo foi quase uma terapia (com direito a umas boas risadas hahahaha).
Para mim, o ano teve um nome e um sobrenome: Bill Greening. E vou falar a verdade: ainda estou devastado com essa saída dele. O Bill não entregava só boneca, ele entregava alma. Ver as últimas peças dele do ano passado, como aquela Styled by Design 3 com o molde Steffie... gente, aquilo é aula de design. É o fechamento de um ciclo que dói, porque a gente sabe que o olhar dele para a nostalgia chic é insubstituível. Onde a Mattel vai achar esse equilíbrio agora? Fica a dúvida (e o medo).
Vocês provavelmente sabem que eu sou o louco da vitrine. Eu amo a pose, a linha do corpo, a elegância de uma boneca num Model Muse que parece que acabou de sair de um editorial da Vogue. Para mim, o Model Muse é a Barbie em sua forma mais pura de design. Mas o que a gente viu em 2025 foi uma pressão absurda por articulação. A linha You Create veio com os dois pés na porta e o público abraçou essa ideia de "brincar" de designer. Eu entendo o apelo, juro que entendo, mas me parte o coração ver a estética ser sacrificada às vezes pela funcionalidade. Será que não dá para ter os dois? Please.
A discrepância mais gritanteque exemplifica isso esse ano veio na categoria de "Nova Coleção". Enquanto a nossa bancada técnica foi unânime em exaltar a linha Kenbassadors (gente, aquele LeBron James é um action figure de luxo, um sculpt impecável com acessórios licenciados da Beats e Nike) que elevam o patamar do Ken, o público foi por outro caminho.
Com quase 60% dos votos, vocês coroaram a linha You Create Barbie Basics. É um indicador brutal: o mercado está abandonando a apreciação passiva (NRFB) pela interação tátil. O novo "santo graal" é a modularidade do corpo Made to Move, mesmo que a gente tenha que lidar, as vezes, com perucas de qualidade duvidosa e preços que oscilam mais que o humor da Mattel. A estética estática, que eu tanto amo, está perdendo espaço para o "brincar" de designer.
Outra coisa que me tirou o sono: a gente não aguenta mais o "arroz com feijão" das fantasias repetitivas. Mas aí, do nada, a Mattel solta a colaboração com o MoMA e a gente lembra por que ainda gasta cada centavo com isso. A Van Gogh foi um soco no estômago de tão linda. Sem vazamento, sem barulho, só arte pura. Foi o respiro que 2025 precisava no meio de tanto controle de qualidade duvidoso que a gente viu por aí.
Enfim, o ano foi um caos maravilhoso. Teve reprodução histórica que a gente esperou a vida toda, teve o brilho da Silkstone calando a boca de muita gente e teve aquela sensação de que a Barbie está mudando de mãos e a gente está aqui, segurando o fôlego para ver o que vem depois.
Eu não vou dar spoiler dos vencedores aqui, porque a discussão no vídeo ficou boa demais para eu resumir em um pequeno texto. Mas já adianto: teve veredito técnico que o público odiou e teve escolha popular que deixou a gente de cabelo em pé.
E vocês? Ainda estão de luto pelo Bill ou já estão prontos para a próxima fase? Estão no meu time (do Model Muse) ou se renderam ao Made to Move de vez? Comenta aqui, vamos tricotar!






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