Barbie Dream Team 2026
- The B Collector
- há 24 horas
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Março chegou e, com ele, aquele ritual que a gente já decorou aqui no The B Collector: o anúncio das OOAKs do Dia Internacional da Mulher. Eu confesso que já estava na expectativa esperando as novidades do Barbie Dream Gap Project. Mas, sendo bem sincero e fugindo daquele deslumbre automático das redes sociais, o sentimento deste ano é de uma mornidão técnica que a gente precisa colocar na mesa.
Não me levem a mal, eu não quero ser o colecionador chato que reclama de tudo (longe disso!), mas não dá para dizer que a leva de 2026 é "de tirar o fôlego". A Mattel entrou em uma fórmula tão rígida nos últimos anos que o fator surpresa acabou se perdendo. Algumas peças são, sim, interessantes para o nosso olhar de colecionador, mas outras parecem apenas variações de temas que a gente já viu à exaustão.
O grande trunfo de 2026, sem dúvida, é a Serena Williams. Ter a confirmação de que ela finalmente ganhará uma boneca de produção é para glorificar de pé (hahahaha)! Ela era uma lacuna enorme na nossa (ou pelo menos na minha) coleção. Depois de termos a irmã dela em forma de Barbie: precisavamos dela do ladinho. Mas a gente sabe que a versão que vai para venda virá com o visual clássico de tenista. É o que já sabemos, mas não deixa de ser um choque quando comparamos com o figurino mais editorial da OOAK que ela recebeu. É aquela velha história que a gente já conhece: a gente ganha a lenda, mas o high fashion de verdade fica guardado lá nos arquivos da Mattel.

O que me desanima um pouco nesta leva (e imagino que muitos de vocês sintam o mesmo) é essa saturação temática. Ficou tudo muito restrito ao mundo dos esportes. Eu sou um entusiasta da representatividade nos esportes, mas o que faz o coração de um colecionador bater mais forte é a diversidade de áreas. Eu prefiro quando tem aquele mix de universos: uma cientista, uma artista plástica, uma atriz (ainda respiro fundo pela OOAK da Viola Davis) ...
Quando a Mattel foca tanto em atletas, o repertório visual da coleção acaba ficando em uma nota só. Por mais que a jaqueta da Kellie Gerardi seja um deslumbre em miniatura, o excesso de uniformes cansa quem busca aquele contraste de texturas e propostas que a Barbie sempre soube entregar tão bem. O esporte é potente, claro, mas a pluralidade de profissões é o que realmente dava aquela sensação de ter "o mundo em uma caixa".
No fim das contas, a Serena de produção será o item obrigatório do ano pra mim e o ponto alto dessa safra, mas fica a minha torcida para que a marca recupere o fôlego de explorar áreas menos óbvias nos próximos meses.
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